Ferramentas

Número e valor por extenso

Digite o número, o valor ou a data e copie o extenso. É a mesma regra que preenche os recibos e contratos do site.

Por extenso

Digite um valor acima.

Exemplos:

Resumo rápido

  • Em recibos, cheques e contratos, o valor vai em algarismos e por extenso. No cheque, se os dois divergirem, vale o extenso (Lei 7.357/1985, art. 12).
  • "Cem" só sozinho; a partir de 101 vira "cento e um". "Mil" nunca leva "um" na frente.
  • O "e" liga centena, dezena e unidade ("duzentos e trinta e quatro"). Entre mil e a centena, só entra quando a centena é redonda ou menor que cem: "dois mil e trezentos", mas "mil duzentos e cinquenta".
  • "Milhão" e "bilhão" variam: "um milhão", "dois milhões". Valor redondo em milhões pede "de": "dois milhões de reais".
  • A aba Data escreve a data por extenso: 25/09/2026 vira "vinte e cinco de setembro de dois mil e vinte e seis".
Página de cheque com caneta e números se transformando em linhas escritas.

Como usar

  1. Escolha a aba

    Valor em reais para dinheiro (recibo, cheque, contrato), Número para quantidades, metragens e percentuais, Data para escrever dia, mês e ano por extenso.

  2. Digite só os números

    No valor, a máscara coloca vírgula e pontos sozinha: digite 125000 e aparece R$ 1.250,00. Na data, as barras também entram sozinhas. No número, use vírgula para decimal: 12,5.

  3. Leia o resultado

    O extenso aparece na hora, embaixo. Na aba Data, a ferramenta mostra também a forma de documento ("25 de setembro de 2026"), a forma de ata e o dia da semana.

  4. Copie o formato certo

    "Copiar extenso" leva só o texto. O segundo botão leva o valor com o extenso entre parênteses, R$ 1.250,00 (mil duzentos e cinquenta reais), que é como vai no contrato e no recibo. Na aba Data, ele copia a forma de documento.

  5. Cole e confira

    Depois de colar no documento, leia os algarismos e o extenso juntos. Se alguém mexer no número depois, o extenso precisa mudar também.

As regras que a ferramenta aplica

  1. Grupos de três: o número é lido em blocos de três algarismos (unidades, mil, milhão, bilhão). Cada bloco é escrito como um número de 1 a 999 seguido do nome da escala.
  2. "E" antes do último bloco só quando ele é menor que 100 ou uma centena redonda: "dois mil e trezentos", "um milhão e cinquenta". Nos outros casos, os blocos vêm em sequência, sem vírgula: "mil duzentos e cinquenta".
  3. Reais e centavos ligados por "e": "mil duzentos e cinquenta reais e trinta centavos". Um real e um centavo no singular.
  4. Sem "um" antes de mil: "mil reais", nunca "um mil reais".
  5. Quatorze: a ferramenta usa essa forma; "catorze" também está correto.

No modo Número, dá para escrever decimais com vírgula: "12,5" vira "doze vírgula cinco". Os zeros depois da vírgula são lidos um a um: "3,05" é "três vírgula zero cinco". Para percentual em contrato, escreva o número aqui e acrescente "por cento": "10% (dez por cento)".

Tabela rápida

ValorPor extenso
R$ 14,00quatorze reais
R$ 60,00sessenta reais
R$ 100,00cem reais
R$ 150,00cento e cinquenta reais
R$ 600,00seiscentos reais
R$ 1.000,00mil reais
R$ 1.500,00mil e quinhentos reais
R$ 1.250,00mil duzentos e cinquenta reais
R$ 2.030,00dois mil e trinta reais
R$ 10.000,00dez mil reais
R$ 1.000.000,00um milhão de reais

Data por extenso

Contrato, procuração, declaração e ata terminam com local e data, e muita gente trava na hora de escrever a data por extenso. A regra é simples: o dia e o ano viram números por extenso, o mês vai com letra minúscula, e tudo é ligado por "de". 25/09/2026 fica "vinte e cinco de setembro de dois mil e vinte e seis".

Três detalhes pegam as pessoas. O dia 1 é ordinal: "primeiro de janeiro", ou "1º de janeiro" em algarismos. O ano segue a regra do "e" dos números: "dois mil e vinte e seis", mas "mil novecentos e noventa e oito". E em documento o mais comum é a forma mista, "São Paulo, 25 de setembro de 2026", sem zero à esquerda no dia. A forma toda por extenso aparece em ata, escritura e termo formal, às vezes com "aos vinte e cinco dias do mês de setembro do ano de…", que a aba Data também monta.

No cheque, o campo da data costuma pedir o dia em algarismos, o mês por extenso e o ano em algarismos: "25 de setembro de 2026". A data de emissão é requisito do cheque (Lei 7.357/1985, art. 1º, V). Em contrato, as datas voltam nas cláusulas de prazo e de vencimento; o modelo de contrato de locação já as escreve no formato de documento a partir da data que você escolhe.

Erros comuns em cheque e contrato

O extenso existe para impedir que alguém transforme 100 em 1.000 com um zero a mais. Ele só protege se estiver escrito do jeito certo e sem espaço sobrando.

  • Deixar espaço em branco antes ou depois do extenso no cheque. Comece colado à margem e feche a linha com um traço até o fim. O guia de como preencher cheque mostra campo por campo.
  • Algarismo e extenso diferentes. No cheque, vale o extenso. Se a quantia aparece mais de uma vez com valores diferentes, vale a menor. Em contrato não há regra fixa como essa, e a divergência vira discussão.
  • Esquecer os centavos ou escrever "e 50/100". Escreva "e cinquenta centavos"; se não houver centavos, pare em "reais".
  • "Um mil" e "hum mil". Não são a forma correta. Se a preocupação é fraude, feche a linha com traço em vez de inventar palavra.
  • Mudar o valor e esquecer o extenso numa renegociação. Em contrato com várias parcelas, cada valor precisa do próprio extenso atualizado.
  • Nota promissória sem extenso. A nota precisa da quantia certa e costuma levar os dois, número e extenso; veja o guia de como preencher nota promissória.

Os geradores do site já escrevem o valor por extenso sozinhos. No recibo de pagamento e no modelo de nota promissória, basta digitar o valor.

Perguntas frequentes

Como se escreve 1.250 reais por extenso?

Mil duzentos e cinquenta reais. Sem "um" antes de mil e sem "e" entre mil e duzentos, porque duzentos e cinquenta não é centena redonda.

Como se escreve 600 reais por extenso?

Seiscentos reais. Com centavos, liga com "e": R$ 600,50 é "seiscentos reais e cinquenta centavos". E 60 é "sessenta", sem acento e com dois "s" no meio.

É "mil e quinhentos" ou "mil quinhentos"?

Mil e quinhentos. Quando a última parte é uma centena redonda (100, 200… 900) ou um número menor que cem, entra o "e": mil e quinhentos, dois mil e cinquenta.

Escreve-se "um mil reais"?

Não. O certo é "mil reais". O "um mil" aparece em cheque antigo como proteção contra fraude, mas não é a forma correta.

Quatorze ou catorze?

As duas formas estão no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. A ferramenta usa "quatorze", a mais comum no Brasil.

Como escrever centavos por extenso?

Reais e centavos são ligados por "e": "mil reais e cinquenta centavos". Se não houver reais, escreve-se só os centavos: "cinquenta centavos". Um real e um centavo ficam no singular.

Quando se usa "de reais"?

Quando o valor termina em milhão ou bilhão redondo: "um milhão de reais", "três bilhões de reais". Se houver milhares depois, não: "um milhão e quinhentos mil reais".

Como escrever a data por extenso?

Dia e ano com números por extenso, mês com letra minúscula e "de" entre as partes: "vinte e cinco de setembro de dois mil e vinte e seis". Em documento, o mais comum é a forma mista: "25 de setembro de 2026". A aba Data dá as duas.

Dia 1º se escreve "um" ou "primeiro"?

Primeiro. O primeiro dia do mês se lê como ordinal: "primeiro de outubro", e em algarismos "1º de outubro". Os outros dias são cardinais: "dois de outubro", "vinte e cinco de setembro".

E se o valor em algarismos e o extenso não baterem?

No cheque, vale o que está por extenso (Lei do Cheque, art. 12). Em contratos e recibos, a divergência abre espaço para discussão, por isso vale conferir os dois antes de assinar.

Guias sobre o assunto

Onde isso é usado

Fontes

Última revisão: 26 de setembro de 2026